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Deputado apoia frase “bandido bom é bandido morto”


Deputado apoia frase “bandido bom é bandido morto”

Ao comentar pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública – segundo a qual, metade da população das grandes cidades brasileiras concorda com a expressão “bandido bom é bandido morto” –, o deputado Joel da Harpa (PROS) se posicionaram, favorável à frase. Durante a Reunião Plenária desta quarta (7), o parlamentar fez diversas declarações fortes a respeito do assunto, como a de que “a polícia não deve ser tolerante com criminosos”.

O pronunciamento rendeu contestações de membros das bancadas do Governo e da Oposição, todos pedindo um posicionamento mais ponderado ao parlamentar do PROS. Para Teresa Leitão (PT), “a apologia ao ódio, em uma sociedade onde o desrespeito à dimensão humana está tão presente, não pode ganhar eco nesta Casa”. Antônio Moraes (PSDB) lembrou que grupos de extermínio formados nas polícias são um grave problema enfrentado pelos órgãos de segurança pública, que começa pelo assassinato de criminosos e termina por atingir cidadãos inocentes. “Por isso, é muito perigosa o argumento de vossa excelência”, observou o tucano.

Na opinião de Rodrigo Novaes (PSD), em vez de defender a morte dos infratores é preciso cobrar a atuação plena das instituições. “Odeio bandido, acho que ele deve ser severamente punido, mas jamais irei defender que o Estado tenha direito de tirar a vida de alguém”, asseverou. No mesmo sentido, pronunciaram-se os deputados André Ferreira (PMDB), Pastor Cleiton Collins (PP), Edilson Silva (PSOL), Eriberto Medeiros (PTC), Odacy Amorim (PT) e Professor Lupércio (SD).

POLÍCIA – No mesmo discurso, Joel da Harpa questionou a imprensa pela cobertura “hipócrita” reservada à atuação das polícias, “que em vez de mostrar a prestação de serviço à comunidade, exibe casos isolados de faltas cometidas por agentes de segurança pública e suja a reputação dos profissionais”. O deputado ainda cobrou a condução de políticas de educação, saúde e lazer que ofereçam perspectivas à população, “para evitar que o Brasil seja um celeiro de marginais”.

Com informações do Site da ALEPE


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