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Com mais de 680 mortes nas últimas 24h, Covid-19 já fez mais de 7.500 vítimas fatais na Itália


Com mais de 680 mortes nas últimas 24h, Covid-19 já fez mais de 7.500 vítimas fatais na ItáliaFoto - Manuel Silvestri / Reuters

Nas últimas 24 horas, a Itália registrou mais de 680 mortes em decorrência do novo coronavírus (Covid-19). De acordo com a Agência de Proteção Civil, no momento crescem as preocupações de que a doença esteja se propagando mais pelo sul do país.

De acordo com os dados, o aumento em óbitos causados pela pandemia em 683 na última quarta-feira (25). O número é menor que o pico de 743 na terça-feira (24), mas maior do que o total dos dois dias anteriores e o terceiro maior registro diário desde o surgimento do surto nas regiões do norte do país, em 21 de fevereiro.

Vale salientar, que a Itália tem registrado mais mortes do que qualquer outro país, com os números mais recentes informando que 7.503 pessoas morreram da infecção em apenas um mês. A região norte da Lombardia, de longe a mais atingida, exibiu um declínio acentuado no número de mortes e novas infecções nesta quarta-feira, aumentando as esperanças de que a epidemia possa estar diminuindo em seu epicentro original.

O otimismo, porém, foi atenuado pelas sinalizações do sul, onde o contágio e as mortes são muito menos difundidos, mas estão aumentando constantemente, e podem sobrecarregar um serviço de saúde muito menos bem equipado do que na rica região norte.

“Nesse momento, existe a perspectiva real de que a tragédia da Lombardia esteja prestes a se tornar a tragédia do sul”, escreveu Vincenzo De Luca, presidente da região da Campânia, em Nápoles, em uma carta aberta ao primeiro-ministro, Giuseppe Conte.

“Estamos às vésperas de uma grande expansão de infecções que podem não ser sustentáveis”, disse ele, reclamando que o governo central falhou em fornecer à Campânia ventiladores pulmonares prometidos e outros equipamentos de suporte de vida.

Houve até aqui, 74 mortes na Campânia, a região do sul mais afetada. A região central do Lazio, ao redor da capital, Roma, registrou 95 mortes. O número total de casos confirmados no país subiu dos 69.176 anteriores para 74.386, segundo a Agência de Proteção Civil.

De acordo com as informações, a elevação em 7,5% foi a mais baixa desde o início do surto, mas apenas pessoas gravemente doentes estão sendo testadas e o chefe da agência, Angelo Borrelli, disse nesta semana que o número real de infecções era, provavelmente, 10 vezes superior ao registrado oficialmente. Borrelli não estava presente na coletiva de imprensa costumeira para divulgar os dados porque teve febre nesta quarta-feira e estava passando por um exame de detecção do coronavírus.

O primeiro-ministro Conte prometeu na quarta (25), um segundo pacote de estímulo em abril no valor de pelo menos 25 bilhões de euros, como o lançado em março. Com seus índices de aprovação em níveis recordes, o primeiro-ministro apelou à oposição para apoiar os esforços do governo e interromper seus ataques ao lidar com a crise até que ela acabe.

“Haverá tempo para tudo, mas agora é tempo de ação e responsabilidade”, disse ele à Câmara dos Deputados.

Uma fonte de potencial conflito para Conte foi desativada, quando o governo chegou a um acordo com sindicatos que ameaçavam greves porque queriam mais empresas fechadas para protegerem a saúde dos trabalhadores. Conte concordou em estender os setores de produção que serão temporariamente paralisados, já que são considerados essenciais para a cadeia de suprimentos do país.

 

 

 

*Com informações – Agência Brasil


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