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Carpina: Projeto “Mães de Anjos – O Amor Nos Alcançou” realizou entrega de kits para crianças do NACC no Recife


Carpina: Projeto “Mães de Anjos – O Amor Nos Alcançou” realizou entrega de kits para crianças do NACC no RecifeImagem - Divulgação/Grupo Mãe de Anjos

Quatro integrantes do Projeto “Mães de Anjos – O Amor Nos Alcançou”, realizaram uma visita ao Núcleo de Apoio à Criança com Câncer (NACC), no Recife, na tarde do último domingo (10). Na ocasião, as voluntárias fizeram a entrega de 50 kits com guloseimas, para serem distribuídas às crianças da unidade. Devido aos protocolos da Covid-19, os doces foram entregues na recepção, para funcionárias do local.

A iniciativa foi de Sonally, uma membra do grupo que deu a ideia de se organizarem para montar os kits para serem entregues aos pacientes do NACC, para que o Mês das Crianças não passasse em branco por parte do Projeto, que devido ao período da pandemia, não pôde continuar com visitas e ações lá e no IMIP, desde 2020.

Os kits contavam com salgadinhos, pipocas, pirulitos, balas, doces variados, além do carinho dos integrantes do Grupo Mães de Anjos, que se organizaram na compra das guloseimas e de pessoas próximas aos voluntários que também contribuíram. Em cada sacolinha, havia a frase “Não podemos estar juntos, mas podemos estar unidos”. A reportagem conversou com as voluntárias do Grupo Mãe de Anjos, que cheias de emoção, relataram como se sentiram após realizarem mais esta ação.

“A sensação que eu tive foi de gratidão. Gratidão a Deus, por nos dar essa oportunidade, mesmo sendo só chegar no NACC e entregar os kits na recepção. Eu tenho certeza que quando aquelas crianças, cada uma delas, receber aquele kit, eles vão se alegrar. Eles vão ter a certeza de que não estão sozinhos, que nós estamos na torcida por eles, nós estamos sempre lembrando deles. Mesmo nesse momento tão difícil, que a gente não pode estar presencialmente, mas estamos sempre unidos[..] Eu só tenho que agradecer a Deus, foi uma sensação maravilhosa. Cada vez que vou lá, pra mim é como se fosse a primeira vez. A emoção é muito grande”, relatou A Dona do Lar, Cris.

Já a dona de casa, Hilda, contou da satisfação e do sentimento de querer ter uma maior proximidade, o que no momento não é possível. “Foi bom, poder voltar lá e deixar umas lembrancinhas lá pra eles (crianças). Porém, fica aquele sentimento de coração apertado, por não podermos ver as crianças, voltar aqui e não ter o contato com elas é complicado. Mas fica o coração cheio por fazermos mais esta ação e a expectativa das coisas normalizarem em breve”, afirmou.

A coordenadora Cláudia, que é irmã de Soledade, fundadora do Grupo, contou a mescla de sentimentos que teve ao voltar lá para fazer a boa ação, dessa maneira distinta, sem o contato com as crianças. “A minha experiência dessa vez foi diferente, porque chegando lá no NACC, eu sabia que não ia ver as crianças, não ia ver nossos guerreirinhos. Quando nos viam, eles sabiam que íamos trazer algo para eles, além do amor que a gente levava pra eles, mas também brinquedos, coisa para eles comerem, então ali meus olhos se encheram de lágrimas, a vontade de chorar foi enorme, porque eu sabia que eu ia entrar ali e não ia poder subir para ver eles. Então a gente entrou, deixamos as lembrancinhas lá, que a gente fez com muito amor e carinho”, concluiu.

Devido aos protocolos da Covid-19, o contato com as crianças não estavam sendo permitidos. Porém, com o avanço no número de vacinados e a diminuição de casos, os protocolos estão sendo menos rígidos, e as visitas com limites de componentes estão sendo permitidas. As voluntárias, no entanto, não sabiam e dessa vez, ainda não puderam rever os pequenos guerreiros.

“A gente não sabia que um dia antes já tinha sido liberado o acesso a eles. Então eu vim com o coração mais partido ainda para casa, porque a vontade de ver eles era enorme mas naquele momento a gente não podia ver eles porque não estávamos agendados. Então ali eu fiquei com meu coração mais apertado ainda, porque estávamos tão pertinho deles, podia dar um abraço, um cheiro neles, brincar com eles, porque a festividade das crianças para eles é tudo. Porque os outros dias, outras datas comemorativas, a gente brinca também com eles e eles se sentem muito felizes, mas só que o Dia das Crianças para eles é tudo, porque eles sabem que vão ganhar brinquedos de um, de outro, então eles ficam muito felizes quando chega uma pessoa ali e veem que vai trazer algo para eles”, completou Cláudia.

Ela ainda relatou que devido ao horário, não puderam esperar a chegada de outro voluntário, que poderia permitir que duas delas entrassem com ele. “Estava para chegar a visita de um palhaço, aí a recepcionista falou que quando o palhaço chegasse, o grupo que estivesse lá na hora, ele queria duas pessoas do grupo para entregar os presentes junto com ele. Aí aquilo me deixou mais triste ainda, porque eu queria ver eles, eu queria estar ali com eles, como toda vez nosso grupo faz. Mas Graças a Deus também fiquei feliz pelo outro lado, porque eu sei que em dezembro a gente vai poder entrar em contato com eles fisicamente. Graças a Deus a gente fez a nossa parte e obrigado a todas as pessoas que doaram, fizeram suas doações, que Deus retribua em dobro”, finalizou.

A estudante Thayssa, que é sobrinha de Soledade Coutinho, também relatou sua perspectiva, após a ação realizada pelo grupo. “Foi uma experiência totalmente diferente. Ao chegar lá, e sentir todo aquele friozinho na barriga novamente. E mesmo sabendo que não íamos poder passar da recepção, no coração ainda tinha um pontinho de esperança de ver algum rostinho conhecido. E poder saber que eles também estão sentindo muito nossa falta, não só nossa, mas dos outros grupos em geral, foi como um gatilho para que nossos corações ficassem ainda mais apertados. Mas com fé em Jesus, em nossa visita do Natal iremos poder rever eles ao poucos. Mas com certeza, essa foi uma visita muito marcante, inclusive para nós termos a esperança de que dias melhores virão”, contou.

Como relatado por Thayssa, o Grupo planeja fazer mais uma ação em 2021, no período do Natal. Desta vez, com a expectativa de que alguns membros do Projeto possam ter contato com as crianças, quando forem levar kits com doces e brindes, além de todo o carinho para os pequenos guerreiros.

O Projeto – O grupo que completou 5 anos no dia 27 de março de 2021, é composto por voluntários da cidade carpinense e região, que levam alegria para pacientes infantis que batalham diariamente contra o câncer, no IMIP e NACC no Recife, com visitas e entregas de kits para os pequenos guerreiros.

A Sede do projeto – Foi inaugurada no dia 6 de fevereiro de 2021 e está localizada na Rua Severino Gomes de Freitas, Nº 369, bairro Três Marias, atrás da residência da idealizadora, Soledade Coutinho, que integra a Obra de Maria. Ela teve a iniciativa de fundar o grupo após o falecimento da filha, que batalhou contra a doença. “Depois que minha filha partiu para o céu, Deus colocou esse projeto no meu coração e eu dei início. Há quase cinco anos a gente tá aí fazendo festa, nas datas comemorativas com as crianças. Eu me tornei voluntária porque um dia alguém foi voluntária na minha vida e isso soma”, relata.

As Ações – Antes da pandemia, o grupo realizava viagens em cinco ocasiões do ano. Nos períodos do Carnaval, Páscoa, São João, Dia das Crianças e Natal. Em cada ação, os voluntários entregam no  kits com guloseimas, livros pra colorir e outros agrados às crianças guerreiras, além da tentativa de proporcionar um sorriso dos pequeninos e do apoio aos pais na luta pela vida dos filhos no Imip.

No NACC não é diferente, além dos kits, as crianças têm um momento recreativo com os voluntários que realizam brincadeiras e partilham lanches. Com os pais, é feito um momento de conversa, oração, partilha de fé esperança e amor. Devido a pandemia, em 2020 houve apenas uma visita presencial, no início do ano, e outra entrega de kits, sem visitas às crianças, no NACC, na época natalina. A expectativa é de aos poucos, poderem retomar a visitação, em grupos menores, nos períodos tradicionais.

 


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