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Goiana: Festival Canavial Artes Cênicas será realizado em novembro


Goiana: Festival Canavial Artes Cênicas será realizado em novembro

Será realizado de 4 a 10 de novembro, a 13ª edição do Festival Canavial, em Goiana. Neste ano batizado como  “Festival Canavial Artes Cênicas”, o evento conta uma grade de atividades diversificada, que reúne desde  exposição, teatro, dança, oficina, teatro de bonecos e contação de histórias. Tradicional no calendário cultural pernambucano, o festival vai acontecer no Cine-Teatro Polytheama e em dez escolas públicas municipais. Durante uma semana, moradores da cidade e da região vão poder aproveitar bastante, já que o evento promoverá atividades nos turnos da manhã, tarde e noite, gratuitamente.

De acordo com as informações, o Festival Canavial Artes Cênicas 2019, propõe, nesta edição, atuar na formação de novas plateias, de modo que, crianças de escolas públicas, tenham oportunidade de estarem em contato com as artes, por meios das oficinas de teatro e dança. Na ocasião, o público vai poder prestigiar apresentações culturais voltado às Artes Cênicas de várias cidades pernambucanas, como Gravatá, Recife, Aliança, Condado, Vitória de Santo Antão, Itambé e Limoeiro e também de João Pessoa – Paraíba. O artista e mamulengueiro Chico Simões, de Brasília (DF), também será uma das atrações convidadas do festival. A estimativa do evento é reunir cerca de cem pessoas, entre artistas, profissionais, produtores e acadêmicos ligados às artes cênicas.

O Festival Canavial Artes Cênicas é uma realização da Afonso Oliveira produções Culturais e os produtores culturais Alexandre Veloso, Cleiton Santiago e Felipe Andrade.  A iniciativa faz parte do Movimento Canavial, coordenado pelo produtor Afonso Oliveira, que produtores culturais, agremiações, empresas, associações, Mestres, Mestras e Artistas de diversas linguagens, formando uma extensa rede, em prol da valorização da cultura que se estende da mata ao sertão pernambucano. O projeto também conta com o patrocínio da Prefeitura de Goiana.

 

Os Espetáculos – Recheada de uma programação eclética e diversificada, o festival conta com trabalhos premiados e inéditos, produzidos por artistas de reconhecida consagração de público,  do estado, e de outras regiões do País, que vão ocupar o palco do Cine-Teatro Polytheama, avenida Nunes Machado, Centro. Lá, o público vai poder se divertir com peças de vários gêneros, como comédia, contos, drama, histórias da carochinha e marionetes. Entre os espetáculos e grupos locais que integram a grade desta 13ª edição estão: Como salvar um casamento (Limoeiro); A feira de Gonzaga (Itambé); O menino que virou história (Vitória de Santo Antão); Para sempre Teresina (Gravatá); Show Opinião de Novo (João Pessoa); O peru do cão coxo (Limoeiro).  Além desses, também se apresentam o espetáculo de dança “Ebulição” da bailarina Valéria Vicente; cavalo marinho Mestre Batista (Aliança), Cavalo marinho Estrela do amanhã (Condado) e o mamulengo Presepada, do Chico Simões (DF).

Com capacidade para receber cerca de duzentos espectadores, o Cine-Teatro Polytheama, que fica na Av. Marechal Deodoro da Fonseca, Centro, será palco das atividades de formação artística. As oficinas têm como público-alvo crianças de 7 a 10 anos, de escolas públicas municipais. No local, os estudantes serão convocados a terem uma experiência, por meio de atividades lúdica e sensorial pedagógicas, com o universo do teatro, da cultura popular e da vivência dentro de um teatro. As oficinas, oferecidas gratuitamente, acontecerão nos turnos da manhã. Já a etapa das apresentações acontecerá nas escolas no período da tarde, invadindo o ambiente escolar com muita arte. Cerca de 350 alunos serão impactados com a iniciativa.

O Homenageado – Nesta edição, o Festival Canavial Artes Cênicas, homenageia o artista plástico e ceramista, Zé do Carmo, natural de Goiana, que faleceu aos 85 anos de idade, em abril deste ano. Patrimônio Vivo de Pernambuco, Zé do Carmo, se destacou pelas peças em barro que representavam personagens do imaginário nordestino. Além disso, ocupou lugar de destaque como dramaturgo e diretor teatral, escrevendo vários trabalhos.  Destaque para criação do “Auto de Natal do Vovô Natalino”, que criticava a tradição do Papai Noel boreal – estranha ao nosso cotidiano. Publicação que chamou a atenção do sociólogo Gilberto Freyre, em um artigo publicado em artigo no Jornal Diário de Pernambuco, intitulado “Meu Caro do Carmo”, em 1983.

Exposição – Além das atividades de formação, o Cine-Teatro Polytheama,  também será ocupado pela exposição “O mundo cênico de Zé do Carmo”- homenageado do festival. A mostra, aberta ao público em geral, retrata uma das importantes obra do artista. Nela, o público vai poder conferir um pouco da história e vida de Zé do Carmo, natural de Goiana,  que levou a vida como ícone da dramaturgia e diretor teatral, atuando sempre com a excelência artística. Além do Auto de Natal do Vovô Natalino, a exposição também mostrará a influência teatral de Zé do Carmo nos dias atuais. Serão apresentados os registros do grupo teatral Deu Babau, da cidade de Goiana, que remontou o Auto de Natal do Vovô Natalino e produziu o espetáculo “O Anjo Cangaceiro”, em homenagem ao artista, que criou peças de barro, escreveu peça de teatro, pintou quadros com anjos populares e inspirou gerações.

Sinopse sobre os espetáculos:       

Como Salvar um Casamento –  A peça é uma deliciosa comédia que mostra de forma muito descontraída, inteligente e bem humorada, as diversas situações sobre o relacionamento amoroso, com histórias que se entrelaçam e são independentes. A mostra tem texto do mineiro, Bruno Motta e de Daniel Alves e a direção do Vitoriense Cleiton Santiago. Premiada na 21º MOSTEV – Mostra de Teatro de Vitória e no 20º FESTIC – Festival Teatral de Esquetes e Festival de Teatro Infantil de Caruaru, com 5 premiações: Melhor Direção, Melhor Iluminação, Melhor Cenografia, Melhor Texto inédito e Melhor Sonoplastia.

O Peru do Cão Coxo – Do dramaturgo Ariano Suassuna, ganha vida novamente com a montagem do Centro de Criação Galpão das Artes (Limoeiro). O espetáculo descortina a preguiça em um picadeiro de intrigas no sertão de Taperoá. Na farsa, o poeta Joaquim Simão e Nevinha, sua esposa, são alvos dos trapaceiros Aderaldo Catacão e Clarabela, sem esquecer ainda a algoz Andreza. A pseudo intelectual, Clarabela, tem um disfarçado interesse pela poesia de Joaquim Simão e, por este, um escrachado desejo amoroso. Na criação do cenário e na direção do espetáculo, Charlon Cabral.

Ebulição – De Valéria Vicente, nesta obra, a criação da dança dentro do frevo e fora dele são colocadas em cena por Valéria, que foi dirigida por Sérgio Oliveira. “Era um trabalho curto, como um dos resultados práticos para o meu doutorado, que comecei a mostrar em eventos, congressos e festivais. Fui coletando cenas, fazendo improvisações e foram surgindo novos elementos”, pontua Valéria Vicente. No embalo do frevo que seguem a carreira artística e a trajetória acadêmica para a artista, passista e pesquisadora pernambucana Ana Valéria Ramos Vicente. Fundadora do Acervo RecorDança e professora da Universidade Federal da Paraíba.

Cavalo Marinho Mestre Batista – O Cavalo Marinho é um Teatro encontrado em quase toda a Zona da Mata Norte de Pernambuco, região que faz fronteira com o estado da Paraíba. Nele, são retratados momentos da vida dos moradores dos engenhos de cana de açúcar em pequenos dramas teatrais; sob a direção de um capitão, culminando com a morte e a ressurreição de um boi. Foi fundado na Chã de Camará em setembro de 1950, por Severino Lourenço da Silva – o grande Mestre Batista – profundo conhecedor desse brinquedo, que durante décadas desempenhou o seu papel ensinando diversos mestres e brincantes da região; vindo a ser uma referência para os atuais mestres de Cavalo Marinho da região.

O menino que Virou História – A peça conta a história do menino Rafael (Rafa), que detesta ler e por obra de um encantamento cai dentro de um livro onde conheça a traça Zig. Ela é apaixonada pela leitura e vai guiá-lo através de uma aventura inesquecível pelo Reino das Páginas. A peça traz diversos elementos, que criam o universo imaginário do menino Rafael, identificamos mais de um gênero em uma mesma dramaturgia, como encantamento, fábula, musical e fantasia num único texto. O menino que Virou História, da autora Nanna de Castro, vai trazer esses aspectos na sua produção, com um perfil moderno, utilizando diversos elementos, linguagens do teatro e das artes em geral.

 

 

 

 

*Com informações – Salatiel Cícero/Assessoria de Comunicação


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