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Por unanimidade, colegiados aprovam retorno de Goiana à Zona da Mata Norte


Por unanimidade, colegiados aprovam retorno de Goiana à Zona da Mata Norte

Após ser aprovado pelo colegiado de Justiça na semana passada, o projeto de lei (PL) que propõe o retorno de Goiana à Zona da Mata Norte teve a tramitação concluída nas comissões temáticas da Alepe e está pronto para ser votado em Plenário. A ação recebeu o aval, na última quarta (12), das Comissões de Administração Pública e Negócios Municipais. Na ocasião, por unanimidade, os integrantes desses grupos parlamentares entenderam que a inserção do município na Região Metropolitana do Recife (RMR), em 2018, acarretou mais prejuízos econômicos e dificuldades administrativas do que benefícios à localidade.

Vale lembrar que a inclusão de Goiana na RMR foi proposta pelo então deputado estadual Ricardo Costa e aprovada em 2017, após intenso debate. Os defensores da mudança visavam que a gestão de serviços como transporte público e destinação de resíduos sólidos fosse feita de forma articulada na nova região administrativa. O município está situado a 62 quilômetros de distância do Recife, tem população estimada em quase 80 mil habitantes e possui PIB aproximado de R$ 3,8 bilhões.

Na ocasião, durante a votação do PL nº 770/2020 na Comissão de Administração Pública, o autor da proposição, deputado Isaltino Nascimento (PSB), expôs os impactos negativos ocasionados a partir das Leis Complementares nºs 382/2018 e 388/2018. Ele citou, como exemplo, a perda de dez pontos percentuais do incentivo fiscal do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe). Isso porque os municípios da Zona da Mata contam com uma alíquota de 85% de desconto sobre o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), enquanto os metropolitanos fazem jus a 75%.

Segundo as informações, a alteração teria, de acordo com Nascimento, afastado novos empreendimentos que pretendiam se estabelecer na localidade. “A empresa que se instalou em Bonito, no Agreste [Yazaki Mercosul, fabricante de peças automotivas], ia para lá, mas, por conta do valor do Prodepe, acabou saindo da Zona da Mata”, disse. Ele afirmou ainda que, após a mudança de região, não houve redução no preço do transporte para o Recife.

Discussão – A proposta também foi acatada, pela Comissão de Finanças. O relator do matéria no colegiado, deputado Henrique Queiroz Filho (PL), chegou a fazer um pedido de vista ao PL 770. No entanto, Moraes, que também participou dessa reunião, fez um apelo contra o adiamento da votação, argumentando que “os prejuízos para Goiana causados pela perda de incentivos no Prodepe precisam ser sanados com urgência, pois já prejudicam, por exemplo, as empresas sistemistas (fornecedores) da Jeep”.

Sendo assim, Queiroz Filho mudou de posicionamento e deu parecer favorável ao projeto, que foi aprovado por unanimidade. “Como a matéria já foi acatada por outras Comissões, confio no julgamento dos colegas deputados, que já devem ter ouvido a população da cidade sobre a questão”, justificou o parlamentar.

 

 

 

*Com informações – Alepe


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