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PF deflagra operação contra fraudes em concursos públicos e Lavagem de Dinheiro em Pernambuco e Paraíba


PF deflagra operação contra fraudes em concursos públicos e Lavagem de Dinheiro em Pernambuco e Paraíba

Nesta quarta-feira (1º), a Polícia Federal deflagrou a 3ª fase da Operação “Chiado” com foco em combater uma organização criminosa que se foca em fraudes em concursos públicos e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal nas cidades de Recife, Itaquitinga, Goiana e Paulista em Pernambuco, além de João Pessoa-PB.

As ordens foram emitidas pela £ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, onde houveram determinações para o sequestro e bloqueio de ativos financeiros das pessoas investigadas em valores que superam R$ 1,3 milhão.

De acordo com a PF, as investigações constituem desdobramento de fases anteriores da Operação Chiado e tiveram início com a prisão em flagrante de 05 indivíduos surpreendidos na posse de aparelhos de transmissão de áudio e pontos eletrônicos durante a aplicação das provas para o cargo de assistente em administração da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no dia 08/09/2024.

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 23/09/2025, com a prisão preventiva do líder da Organização Criminosa e a execução de Mandado de Busca e Apreensão em sua residência.

Segundo apurado, a organização criminosa possuía estrutura hierarquizada e divisão de tarefas, incluindo núcleo responsável pela captação e transmissão ilícita de questões de prova, ‘passadores’ encarregados de ditar respostas aos candidatos remotamente e operadores financeiros utilizados para movimentação e ocultação de valores.

Estima-se que o grupo tenha sido responsável por fraudar mais de dez concursos nas esferas federal, municipal e estadual, em diferentes Estados do Nordeste.

Os investigados poderão responder, conforme o caso, pelos crimes de participação em Organização Criminosa, Fraudes a Certames de Interesse Público e Lavagem de Ativos. Se condenados, as penas podem alcançar até 24 anos de prisão.

A Polícia Federal ressalta que as investigações seguem em andamento e que os fatos ainda estão sob apuração.


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