Lula vence segundo turno com 51,79% dos votos válidos e garante novo mandato
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um quarto mandato à frente da Presidência da República após vencer o segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a conclusão da apuração em todo o país.
Na totalização final, Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputou o segundo turno, obteve 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21%. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos.
A disputa foi marcada por mudanças na liderança durante a apuração. Segundo os dados divulgados, Lula começou à frente, mas Flávio Bolsonaro assumiu temporariamente a liderança. O candidato do PT voltou à primeira posição durante a noite e manteve a vantagem até a confirmação do resultado.
Com a vitória, Lula amplia o histórico de eleições presidenciais vencidas por ele. O petista já havia sido eleito em 2002 e 2006, retornado à Presidência após vencer a eleição de 2022 e agora garantido mais um mandato.
O segundo turno também registrou redução na abstenção em relação à primeira etapa da votação. Conforme os dados apresentados pelo TSE, o índice passou de 21,08% no primeiro turno para aproximadamente 19,2% no segundo.
Durante o processo eleitoral, houve questionamentos sobre dificuldades de transporte de eleitores e condições de votação em algumas localidades. O horário de votação foi prorrogado em parte dos locais, por decisão judicial, medida que exigiu adaptações nos procedimentos de apuração. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, abordou os desafios operacionais em balanço divulgado após o encerramento do pleito.
Após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro contestou a condução do processo eleitoral e afirmou que pretendia buscar a anulação das eleições. A declaração foi atribuída ao senador em manifestação após a derrota. A contestação, por si só, não altera o resultado oficial proclamado pela Justiça Eleitoral.
A posse do presidente reeleito está prevista para 5 de janeiro de 2027, conforme as informações divulgadas pelo Senado Federal.









